11 dezembro 2017

MUNUS MORTEM PORCUS MMXVII

22:15


A Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira no fim deste corrente ano que está bem próximo deverá, com certeza, fazer uma análise muito positiva das suas atividades do ano de 2017.
A confraria madeirense em 2017 participou em 54 eventos realizados em Portugal Continental e na Europa, realizou com sucesso o seu XVII Capítulo e deu continuidade aos seus encontros mensais percorrendo os municípios da Região Autónoma da Madeira, esteve pela primeira vez presente em eventos realizados no Luxemburgo e na República da Roménia.

Está na moda nas regiões turísticas ou com potencial turístico a criação de "Rotas Gastronómicas", no intuito de satisfazer o ego pessoal ou os interesses dos organismos que as promovem, muitas vezes não respeitando a herança cultural das respetivas localidades, regiões, povos, muitas vezes fomentado atropelos atrás de atropelos, cultivando o puro oportunismo.

O Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa celebra-se no último domingo do mês de Maio, a exemplo dos últimos anos. No mês de Dezembro as confrarias nacionais desconhecem a região, cidade ou localidade onde em 2018 se realizará as cerimónias do "Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa". Muito provavelmente será num Aeroporto ou mesmo numa arrecadação da companhia transportadora nacional TAP. 

Nós, Madeirenses, não estamos gratos com a TAP pela maneira como nos trata e por consequente a Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira é solidária no protesto com o aqueles que têm indisponibilidade financeira de dispor de 500,00 euros ou mais para se deslocar ao continente (Portugal).

Considero um tremendo disparate quando a Direção da FPCG solicita às Direções das Confrarias e aos confrades e, não dando outras informações, para não se comprometam numa respetiva data porque vai haver um evento da FPCC. Senhora presidente, na qualidade de confrade só agendo a minha presença num evento após ter conhecimento do assunto ou temática do mesmo. Em avulso no Século XXI este comportamento ou maneira de pensar não é aceitável.

O ano de 2017 viu ser fundada, embora com alguns anos de atraso na República da Estónia, o organismo confrádico europeu "Confederation of Gastronomy and Wine, Federation and Confraternites - CGWF", na qual acredito ter capacidade para restaurar o espírito do movimento confrádico mundial há muito muito mal tratado e desrespeitado. Veja-se o congresso da CEUCO, em Portugal, em 2016.

É lamentável, embora a FPCG fosse recomendada a não o fazer, a assinatura de um protocolo de colaboração entre a Federação Portuguesa de Confrarias Gastronómicas e a Conselho Europeu de Confrarias, organismo que na pessoa do seu presidente, carlosmartin cosme, aprisionou o espírito confrádico.

É igualmente lamentável que a FPCG seja cada vez mais "Olga Cavaleiro" e menos movimento de confrarias gastronómicas. E não consigo compreender a razão pela qual a direção da FPCG teima em não usar o espaço na cidade de Santarém, cedido pela Câmara de Santarém à Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, para a realização de reuniões ou outros eventos. É mais rápido e económico qualquer confraria nacional se deslocar a Santarém, que fica no centro do país, onde é fácil qualquer confraria do norte, sul ou das regiões autónomicas se deslocarem e estarem presentes do que, em alternativa, a uma terra do interior do país onde se demora muito e muito mais tempo para chegar à respetiva localidade.

Todos os anos, por altura da "A Festa" na Madeira, assiste-se à volta da discussão da "Função da Morte do Porco". Acho que o que proporciona esta discussão infantil e ultrapassada é a falta de coragem política, por parte dos presidentes das Câmara Municipais da RAM, pois estes deveriam seguir o exemplo da cidade de Guijuelo, cidade situada nos arredores de Salamanca (Espanha), onde no início de todos os anos promovem numa grande praça e ao público o evento "Morte tradicional do porco", onde a condição e respeito pelo animal, a exemplo do acontece no evento da confraria madeirense, é uma obrigação.

Escrito da total responsabilidade de Gregório J.S. Freitas, ex-presidente da AMC/CGM.

Estreito de Câmara de Lobos, 11 de Dezembro de 2017.

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