27 junho 2017

Presença da confraria madeirense no Capítulo da Confraria dos Enofilos do Vinho de Carcavelos

23:10

Presença da Academia Madeirense das Carnes/Confraria Gastronómica da Madeira no Capítulo da Confraria dos Enofilos do Vinho de Carcavelos, a 24 de Junho, na cidade de Lisboa.


"(...) tivemos a honra e o privilégio de saborear este precioso néctar generoso, o “Vinho de Carcavelos” e por isso, não posso deixar de lhe dedicar uma pequena resenha:
A Região demarcada do vinho de Carcavelos é a mais pequena do mundo, dos seus 25 hectares, apenas se produzem 12,5. Destas vinhas, introduzidas pelo irlandês, Sir Paulo George, se produzia então o vinho de Oeiras ou vinho de Lisboa, que mais tarde, pelo qual o Marquês de Pombal se apaixonou e se dedicou à sua evolução, e para isso, mandou construir junto ao seu Palácio de Oeiras uma adega com condições para melhoramentos da qualidade do “generoso” à semelhança dos vinhos do Porto. A História também diz que, devido às Invasões Francesas, os aliados ingleses impedidos do acesso ao vinho do Porto, viraram-se para o vinho de Carcavelos e da Madeira e, assim passou o Generoso de Carcavelos a ter maior expressão no mercado. No entanto, tempos depois teve uma recaída e, só no século passado, nos anos oitenta é que foi novamente produzido, graças a projetos levados a cabo pelo Município de Oeiras, os quais também fizeram introduzir novas tecnologias, fazendo assim, deste vinho muito especial e um dos melhores generosos de Portugal e do mundo. Atualmente, a produção está em 50.000 garrafas e, segundo previsões, não mais irá deixar de subir, passando parte, o destino da exportação.

Eram 10h00 e já o Município de Lisboa estava invadido de confrades em volta das iguarias para o “mata-bicho”. Cá fora e lá dentro, trocavam-se pins e falava-se muito sobre estes assuntos de confrarias, amizades e também se dizia que este Capítulo tinha condições duma dignidade acrescida…. Pois não fosse ele levado a cabo na Câmara Municipal da capital.
Logo nos chamaram para assistir aos trabalhos das Cerimónias do XIII Capítulo Geral que tiveram lugar no salão da Assembleia Municipal. Entre os vários trabalhos, chamo à atenção da entronização de cerca de 20 novos confrades, (como o nosso movimento está a crescer!). Depois, entre várias palestras, assistimos também a um louvor à digníssima confrade Maria de Lurdes Vaz pelo trabalho e sua dedicação à sua Confraria. O término decorreu conforme hora prevista.
Passámos então para a Foto de Família, a qual se realizou na escadaria dos Paços do Concelho.
Cá fora, já o grupo dos bombos e das gaitas faziam tamanho barulho que, depressa se fizeram rodear por centenas de turistas. Depois dumas mais conversas e curto convívio, o desfile começou o movimento e apontou para a Praça do Comércio, depois Rua Augusta acima (Fantástico o impacto produzido no público em geral, toda a gente pasmada sem saber o que se passava ali, até os turistas curiosos perguntavam o que era aquilo…..) até ao Rossio, aqui, mais uma parada e voltámos rua abaixo até novamente à Praça do Município, onde novamente e desta vez a céu aberto, mais uma linda Foto de Família fizemos.
Ainda no Município e agora no Salão Nobre, fomos recebidos pelo senhor Vereador José Sá Fernandes que, além de ter proferido umas palavras simpáticas e amigas, desafiou também um Encontro de Confrarias em Lisboa à semelhança da demonstração de hoje. De seguida e ali mesmo, brindámos o momento com o “Carcavelos de Honra”, ato sentido e de muito simbolismo pela causa deste “Vinho de Carcavelos” que antes também fora chamado por “Vinho de Lisboa”.
Estava na hora do Almoço de Confraternização, o qual teve lugar na Sala do Arquivo, espaço fora do comum, em suas paredes de primeiro e segundo andar eram livros e, cujo teto ornamentado e suportado por majestosos pilares de mármore, decoração com lindas mesas postas a preceito e, logo a degustação começou, sendo o bacalhau rei e a vitela a rainha. O vinho era do “bom”. Com tão bom repasto e embalados pela suavidade musical, até parecia que estávamos no “céu”. A fraternidade foi real e, logo, as lembranças despertaram à atenção dos confrades ali presentes vindos de todos os cantos de Portugal. Assim terminou um grande Capítulo, onde a dignidade deste evento, creio ter superado todas as espectativas (...)."
Texto de Octávio Rodrigues, Confrade da Confraria Sopa do Vidreiro.
















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